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 Dia do Trabalhador: um outro mundo é possível

Publicado em 27 de Abril de 2006

O Dia do Trabalhador representa o protesto e a luta do povo por justiça. A data foi criada em junho de 1889 pelo Congresso Socialista, realizado em Paris, e homenageia a greve geral promovida em Chicago, nos Estados Unidos, em primeiro de maio de 1886. A manifestação reuniu milhares de operários que protestavam por melhores condições de trabalho e pela redução da carga horária de 13 para 8 horas diárias.

A data não foi criada com interesses comerciais e festivos, mas sim, como fruto do suor e do sangue de trabalhadores, conscientes de que a realidade só muda com muita organização e enfrentamento. O primeiro de maio é uma data para a reflexão sobre as conquistas e o fortalecimento da luta por dias melhores.

A contradição existente entre o capital e o trabalho é histórica e cruel. Há séculos que a terrível exploração do homem pelo homem persiste e mantém uma sociedade onde muitos ganham pouco e poucos ganham muito.

O capitalismo produz um mundo desumano e repleto de guerras. São 1 bilhão de pessoas analfabetas; 2,4 bilhões sem água e mais de 1 bilhão de pessoas desempregadas. Como produto deste sistema que rege o mundo do trabalho, 225 pessoas mais ricas do mundo têm uma fortuna superior a 1 trilhão de dólares, quantia igual à renda anual de 2,5 bilhões de pessoas, que são os 47% mais pobres da população mundial. Os três homens mais ricos do mundo possuem fortunas que superam o Produto Interno Bruto dos 48 países mais pobres. O capitalismo prega uma falsa liberdade enquanto, segundo a ONU, confina 26 milhões de pessoas em escravidão, incluindo crianças e adolescentes trabalhadoras.

Há o que comemorar? Sim, porque se não fosse toda a luta já empregada ao longo da história, a situação seria bem pior, e toda a comemoração deverá estar de olho no presente e no futuro. Portanto, o papel dos movimentos sociais deve ser o de portador da mudança, da reprodução da palavra de ordem que unifica o movimento internacional anticapitalista: Um outro mundo é possível! Desta forma, ensejaremos a real possibilidade de um novo mundo, sem exploração e sem miséria. E os movimentos sociais mais combativos, incluindo o sindical, elevam a palavra de ordem como um grito de esperança e fé na luta.


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