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 Oficinas de degustação informam e popularizam a cultura do vinho

Publicado em 23 de Julho de 2018

No sábado (21), além de simpósios dirigidos a produtores de uva e vinho, a VII Mostra do Vinho Catarinense promoveu pela quarta vez consecutiva as oficinas de degustação, que buscam aproximar o público de elementos mais aprofundados da degustação de vinhos e espumantes. O trabalho foi conduzido pela consultora e juíza de vinhos Márcia Maluf Palei, também responsável pelo projeto do Circuito de Caravaggio (veja abaixo). “O objetivo não é ensinar, mas chamar a atenção para as nuances que fazem da degustação uma experiência interessante. E estamos fazendo, todos os anos, excelentes safras divulgando o vinho de Santa Catarina”, comemorou Márcia.

A estudante Monalisa Guindani, de Tangará, foi uma das participantes da oficina e considera fundamental buscar mais informações sobre um elemento muito presente na história e na rotina dos municípios do Vale do Rio do Peixe. “Achei um curso muito completo. Já fizemos um grupo para realizar outras atividades e trocar informações sobre vinho”, disse. Monalisa também destacou a abrangência da cartilha distribuída na atividade, com diversas informações sobre a cultura da uva e do vinho, e aspectos técnicos da degustação.

O vice-prefeito de Tangará, Valmor Vivian, que também participou da oficina, destacou a variedade de novas informações que o trabalho traz às pessoas que buscam conhecer mais a cultura do vinho. “As pessoas passam a ter uma nova compreensão não só sobre o vinho, mas sobre toda cultura que cerca a produção da uva, do vinho, do suco e dos espumantes. Acredito que é importante, inclusive, ampliar a promoção das degustações em todas as regiões”, disse Vivian.

Para o artista Yuri Pasqual, as informações sobre a harmonização de vinhos e espumantes, com pratos típicos, foram o principal destaque da oficina. “A didática da Dra Márcia é ótima e é possível sair com um a compreensão bem interessante sobre a ligação entre a bebida e os alimentos”, complementa.

Circuito de Caravaggio

Na noite de sábado (21) aconteceu o lançamento do Circuito de Caravaggio, uma opção inovadora de enoturismo em Tangará. O projeto envolve sete famílias, num circuito de 25 km focado no turismo de experiência, com contemplação da natureza, gastronomia, religiosidade, esportes radicais e, é claro, vinhos, sucos e espumantes de qualidade.

A ideia surgiu depois do concurso de gastronomia realizado na 6a Mostra do Vinho, em Videira. A juíza de vinhos Márcia Maluf Palei, responsável pelo concurso, pelas atividades culturais e pelas oficinas de degustação realizadas no evento, conheceu a produção de famílias no interior de Tangará. Um dos produtos do local, o Doce de Uva Cascão, chamou a atenção pela qualidade e pela rusticidade. “Nós imediatamente pensamos na inclusão do doce na lista do Slow Food no Brasil, o que coloca não só o produto em evidência, mas toda a região”, explica Márcia.

A partir de uma visita de Márcia às propriedades surgiu o projeto do Circuito. “As paisagens, os gostos, são centenas possibilidades de experiências para as pessoas”, garante Márcia, que trabalhou de forma voluntária na formatação e organização do Circuito, em conjunto com a Prefeitura Municipal de Tangará.

O primeiro passo foi reunir representantes das famílias para uma oficina com Márcia, onde conheceram aspectos básicos da estrutura de recepção de turistas e acompanharam experiências semelhantes à implementada no Circuito. As estradas da região foram melhoradas e as placas indicando as sete propriedades do trajeto já estão instaladas. “Nós somos agricultores e continuamos a trabalhar com isso. Estamos investindo aos poucos para estruturar e oferecer uma recepção cada vez melhor”, explica Felipe Comachio, jovem de 23 anos que trabalha com os pais na propriedade.

Este é outro aspecto importante do Circuito, segundo o presidente da Cresol/Sicooper Tangará, Roberto Bonhenberger: a possibilidade de incremento de renda a partir de outras atividades, ainda vinculadas à agricultura, motiva a permanência no meio rural. “O êxodo de jovens do campo, em todo Estado, é um problema muito grande. Como garantir a permanência dos jovens, com renda e qualidade de vida? Estes projetos são alternativas interessantes”, observa Bonhenberger.

A mãe do jovem Felipe, Veronice Comachio, é quem faz o doce de uva que encantou enólogos e chefs, e que é uma das atrações do Circuito do Caravaggio. “É uma receita de família que nós sempre fazíamos, mas nunca imaginamos que fosse ter essa repercussão. Não só eu, mas os vizinhos também, todos estamos animados com a iniciativa”, conta dona Veronice. O vizinho, Pedro Longo, montou uma pousada rural em sua propriedade há 15 anos e não se arrepende dos resultados. “No início as pessoas duvidavam, mas estamos colhendo os frutos, principalmente nos últimos anos. O Circuito vai nos ajudar ainda mais”, prevê o agricultor, que trabalha na pousada e na propriedade com a esposa e os filhos.

O município também projeta ganhos com o turismo religioso, a partir de uma articulação que rendeu a Tangará uma das relíquias de Santo Antônio. Na abertura da Mostra do Vinho, na sexta-feira (20), foi apresentado o objeto vindo de Pádova, na Itália, e que atrai fiéis de diversas partes do País. A relíquia, que ficará exposta na Igreja Matriz de Tangará, é formada por fragmentos do osso rádio, do braço direito de Santo Antônio.

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