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 Padre Pedro destaca produtividade e bons resultados de assentamentos da reforma agrária

Publicado em 06 de Novembro de 2018

Desde 2008 o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, no entanto, algumas iniciativas pelo País optaram por outro modelo, o agroecológico, que respeita a saúde e a vida de quem produz, de quem consome e do meio ambiente. É o caso da maior cooperativa de produção de arroz orgânico da América Latina, no Rio Grande do Sul, de dezenas de comunidades catarinenses e espalhadas pelo País. O que muitos deles têm em comum? São assentamentos da reforma agrária, que ocupam áreas antes improdutivas e que hoje garantem renda e sustento para mais de 350 mil famílias.

Na tarde desta terça-feira (6), o deputado Padre Pedro Baldissera apresentou na tribuna da Assembleia Legislativa os números oficiais que mostram os avanços significativos na produção dos assentamentos da reforma agrária, um dos frutos do trabalho do MST em diversas regiões. “Os assentamentos, feiras, cooperativas, associações e agroindústrias do movimento estão em 700 municípios do Brasil, com mais de 350 mil famílias que produzem, geram renda e desenvolvimento para suas regiões. É fundamental que as pessoas conheçam estes resultados”, afirmou Padre Pedro, lembrando que, sem a reforma agrária, muitas dessas pessoas estariam engrossando os cinturões de pobreza nas periferias das cidades.

O parlamentar lembrou que a agricultura familiar e os assentamentos da reforma agrária são os maiores produtores de alimentos orgânicos do País, tendência que ganha força em todo mundo, com muitos Países praticamente centralizando o futuro da produção agrícola quase que exclusivamente na agroecologia.

Em Santa Catarina, são mais de 5 mil famílias que vivem, produzem, trabalham e garantem seu sustento em 138 assentamentos, cooperativas e agroindústrias. São famílias que produzem alimentos orgânicos, proteína animal, e diversos produtos que são industrializados e distribuídos dentro e fora do Estado.

Conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), mais da metade dos assentados em Santa Catarina têm entre suas atividades a produção de leite. As famílias ligadas ao MST produzem por ano mais de 30 milhões de litros de leite e, recentemente, bateram o recorde de produtividade na apicultura, com 64 toneladas de mel. “É toda uma estrutura diversificada de produção, que vai desde a industrialização de sementes de abóbora até as cadeias produtivas do peixe, do frango e dos suínos”, complementa Padre Pedro.

Entre as sete maiores cooperativas do movimento está a Cooperoeste, uma das maiores do Sul do Brasil, que produz o leite Terra Viva e uma centena de produtos derivados do leite. “Todos os anos a Cooperoeste faz chegar seus produtos de forma gratuita a muitas comunidades pobres do Estado. Esta é outra marca do movimento: o espírito de que a terra produz alimento de qualidade e para todos, e não para alguns privilegiados”, observou. O movimento já recebeu mais de 200 prêmios internacionais e nacionais.

Educação

Outra questão fundamental, que muitas pessoas desconhecem, é a realidade da educação, da pesquisa e do desenvolvimento nos assentamentos da reforma agrária. São mais de 160 mil crianças estudando no ensino fundamental e médio de 1,8 mil escolas dos assentamentos. Cerca 30 mil jovens e adultos estão em cursos universitários, nas mais diversas áreas, de agronomia até medicina.

As escolas dos assentamentos catarinenses, inclusive, ganharam destaque nacional em diversos momentos, com bons resultados no Enem e nos índices do IDEB.

“Além da educação básica e fundamental, um aspecto importante é o acesso que os filhos e filhas dos agricultores e agricultoras têm a conhecimentos que, no momento em que retornam para o trabalho junto à família, são aplicados na melhoria da produção e da qualidade de vida”, explica o deputado.


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