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 Rota Catarinense da Uva e do Vinho - Lei 16.873/2016

Um programa específico voltado ao enoturismo no Estado foi a proposta do projeto de lei 208/2015, apresentado por Padre Pedro na Assembleia Legislativa. A matéria sugeriu a criação da Rota Catarinense da Uva e do Vinho, com um plano específico para desenvolver as cinco principais regiões produtoras do Estado (Sul, Serra, Meio Oeste, Oeste e Vale). Foi aprovado por unanimidade em dezembro de 2015 e transformado na Lei 16.873/2016, sancionada em 16 de janeiro de 2016.

A ideia é um programa semelhante ao adotado na região vitivinícola da Serra gaúcha, que com um roteiro e investimentos em atividades nos municípios produtores alavancou diversos setores da economia. “Temos mais de 30 municípios em SC com produção comprovadamente qualificada, mas que carecem de um programa que incentive o enoturismo e todos os setores que estão no seu entorno”, explica Padre Pedro.

Na justificativa da Proposta, o parlamentar lembra que em diferentes regiões vitivinícolas do mundo o enoturismo é concretizado através das Rotas de Vinho. “Torna a atividade mais organizada e competitiva e caracteriza-se por ser uma forma de articulação da vitivinicultura com outras atividades, com destaque para o aproveitamento turístico do ambiente rural”, argumenta.

Debate iniciou ainda em 2008

Padre Pedro explica que desde 2008, durante os debates da Feira Camponesa da Uva e do Vinho, em Tangará, especialistas do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e representantes de agricultores e vinícolas apontam a necessidade de uma rota oficial no Estado, com um calendário de atividades. “Conseguimos a aprovação do Dia do Vinho e criamos a Mostra Catarinense do Vinho, que agora está no interior do Estado, com atividades na Capital, nas regiões produtoras e nos maiores municípios. Agora queremos avançar para um calendário vinculado a esta rota, que garante visibilidade e também atrações para alavancar estas regiões produtoras”, explica.

A ideia da Lei é provocar um efeito dominó em outros setores da economia, em especial a hotelaria e as pequenas e médias agroindústrias, artesãos, núcleos de produção em comunidades locais e tradicionais relacionadas à vitivinicultura. “Nós tivemos ótimos resultados com as Mostras do Vinho que realizamos em Florianópolis, mas o objetivo agora é criar um roteiro estadual, que leve as pessoas às regiões. O ciclo envolve famílias da agricultura, vinícolas, restaurantes, meios de hospedagem”, complementa Padre Pedro. A Secretaria de Turismo do Estado já montou um Grupo de Trabalho para debater o apoio ao setor vitivinícola

Circuito de Caravaggio

Em Tangará, no Meio Oeste do Estado, foi lançado em julho - durante a VII Mostra do Vinho Catarinense - o Circuito de Caravaggio, um bom exemplo do que pode-se alcançar a partir de um trabalho organizado na área de enoturismo e experiências gastronômicas. O projeto envolve sete famílias, num circuito de 25 km focado no turismo de experiência, com contemplação da natureza, gastronomia, religiosidade, esportes radicais e, é claro, vinhos, sucos e espumantes de qualidade.

A ideia surgiu depois do concurso de gastronomia realizado na 6a Mostra do Vinho, em Videira. A juíza de vinhos Márcia Maluf Palei, responsável pelo concurso, pelas atividades culturais e pelas oficinas de degustação realizadas no evento, conheceu a produção de famílias no interior de Tangará. Um dos produtos do local, o Doce de Uva Cascão, chamou a atenção pela qualidade e pela rusticidade. “Nós imediatamente pensamos na inclusão do doce na lista do Slow Food no Brasil, o que coloca não só o produto em evidência, mas toda a região”, explica Márcia.

A partir de uma visita de Márcia às propriedades surgiu o projeto do Circuito. “As paisagens, os gostos, são centenas possibilidades de experiências para as pessoas”, garante Márcia, que trabalhou de forma voluntária na formatação e organização do Circuito, em conjunto com a Prefeitura Municipal de Tangará.

O primeiro passo foi reunir representantes das famílias para uma oficina com Márcia, onde conheceram aspectos básicos da estrutura de recepção de turistas e acompanharam experiências semelhantes à implementada no Circuito. As estradas da região foram melhoradas e as placas indicando as sete propriedades do trajeto já estão instaladas. “Nós somos agricultores e continuamos a trabalhar com isso. Estamos investindo aos poucos para estruturar e oferecer uma recepção cada vez melhor”, explica Felipe Comachio, jovem de 23 anos que trabalha com os pais na propriedade.

Este é outro aspecto importante do Circuito, segundo o presidente da Cresol/Sicooper Tangará, Roberto Bonhenberger: a possibilidade de incremento de renda a partir de outras atividades, ainda vinculadas à agricultura, motiva a permanência no meio rural. “O êxodo de jovens do campo, em todo Estado, é um problema muito grande. Como garantir a permanência dos jovens, com renda e qualidade de vida? Estes projetos são alternativas interessantes”, observa Bonhenberger.

A mãe do jovem Felipe, Veronice Comachio, é quem faz o doce de uva que encantou enólogos e chefs, e que é uma das atrações do Circuito do Caravaggio. “É uma receita de família que nós sempre fazíamos, mas nunca imaginamos que fosse ter essa repercussão. Não só eu, mas os vizinhos também, todos estamos animados com a iniciativa”, conta dona Veronice. O vizinho, Pedro Longo, montou uma pousada rural em sua propriedade há 15 anos e não se arrepende dos resultados. “No início as pessoas duvidavam, mas estamos colhendo os frutos, principalmente nos últimos anos. O Circuito vai nos ajudar ainda mais”, prevê o agricultor, que trabalha na pousada e na propriedade com a esposa e os filhos.

O município também projeta ganhos com o turismo religioso, a partir de uma articulação que rendeu a Tangará uma das relíquias de Santo Antônio. Na abertura da Mostra do Vinho, na sexta-feira (20), foi apresentado o objeto vindo de Pádova, na Itália, e que atrai fiéis de diversas partes do País. A relíquia, que ficará exposta na Igreja Matriz de Tangará, é formada por fragmentos do osso rádio, do braço direito de Santo Antônio.

Conforme a Embrapa Uva e Vinho, Santa Catarina ocupa a quarta posição na produção de uvas do País e a segunda posição na produção de vinhos.

VEJA O TEXTO DO PROJETO APROVADO

http://www.alesc.sc.gov.br/expediente/2015/PL__0208_4_2015_Original.pdf


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